Segundo Momento da Avaliação    
 

 

Partindo do pressuposto de que os projetos político-pedagógicos dos cursos da área da saúde buscam uma intervenção na realidade social, a Proposta de Avaliação de Tendências de Mudanças nos cursos de graduação das escolas da área da saúde, realizada pela CAEM/ABEM, assume o conceito de “indicadores” desenvolvido por Minayo (2005). Ao implementar o processo avaliativo seguindo os princípios científicos que norteiam a produção de novos conhecimentos, é possível lançar um olhar diferenciado para a realidade dos processos de transformação com indicadores elaborados cuidadosamente, o que constitui potente instrumento para adequação local e nacional dos cursos de graduação da área da saúde.

O segundo momento começou a ser construído a partir da discussão dos resultados do primeiro, que deu continuidade à construção do processo avaliativo nos passos seguintes: 1o.) averiguação das evidências de mudanças mais citadas, e com a participação dos atores envolvidos foi discutido o processo daquela mudança; e 2o.) com a participação dos atores das escolas foi construído e selecionado indicadores quali-quantitativos situados no eixo Cenários de Prática, que permitem identificar a situação e acompanhar a evolução das mudanças, do ponto de vista da escola (formação do profissional) e do serviço (assistência a saúde da população). Desta forma, em quatro Oficinas de Construção de Indicadores houve a seleção de três evidências (macro-indicadores), as mais citadas pelas escolas: - construção de parcerias com a rede de assistência a saúde; - participação ativa dos discentes nas atividades de acordo com o seu nível de competência e orientados por docente; e - a prática como re-orientadora dos processos de trabalho e de formação profissional, na perspectiva da integralidade da atenção. A partir destes, utilizando a estratégia de trabalho em pequeno grupo foram construídos trinta e um indicadores ou atributos, considerando a reflexão dos processos de mudança vivenciados em cada escola, e tendo como premissa os “cenários de prática” como o espaço onde efetivamente podem-se observar mudanças (quadros 1, 2 e 3). Sendo da competência das escolas descrever e levantar dados dos indicadores no seu processo auto-avaliativo de acordo com os princípios do SINAES e atendendo suas especificidades institucionais. Esse processo leva a necessidade de outros instrumentos para avaliar os integrantes do processo no seu papel/função institucional (discentes em formação, docentes, técnico-adminstrativos, gestores, egressos) e dos sistemas (sistema de saúde local/regional, educação local/regional, sistema de avaliação); e a agregar outros trabalhos que auxiliem as escolas na construção do processo auto-avaliativo, que deve avaliar estruturas, processos e resultados.

Quadro 1. O indicador ‘construção de parcerias com a rede de assistência a saúde’ do vetor Local de Prática com os atributos respectivos

 

Quadro 2. O indicador ‘participação ativa dos discentes de acordo com seu nível de competência orientados por
docente’ do vetor Participação Discentes com os atributos respectivos.

Quadro 3. O indicador ‘prática como re-orientadora dos processos de trabalho e de formação profissional na
perspectiva de integralidade da atenção’ do vetor Âmbito da Prática com os atributos respectivos.

 

 

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